Gravidez no futebol feminino: como evolução fez maternidade se tornar mais presente nos clubes
Jogadoras de futebol têm encontrado maior respaldo em seus clubes e federações quando o assunto é gravidez. Antes motivo de receio no esporte, a maternidade vem sendo tratada com maior naturalidade depois de evoluções que partiram da Fifa e das equipes. Hoje, a segurança e o cuidado são maiores, e as jogadoras encontram ambiente mais acolhedor para conciliar os lados mãe e atleta.
Para entender melhor o cenário, a reportagem do ge buscou documentos da federação e os clubes brasileiros.
A ideia da Fifa é aumentar a preocupação com a saúde da mulher no futebol e garantir condições melhores para as jogadoras, com mais suporte dos clubes, para que assim consigam criar uma família.
Recentemente, a federação internacional analisou novamente equipes da modalidade para incluir novas oportunidades para as atletas. Auxílio para transporte, auxílio para creches, salas de amamentação e políticas melhores para as jogadoras se tornarem mães estão entre os tópicos.
– Esses programas podem incentivar as jogadoras a se juntarem ao clube desde o início, sentindo apoiadas e valorizadas – declara a Fifa no Relatório de Benchmarking de Futebol Feminino.
De acordo com o estudo, 68% dos clubes ouvidos oferecem algum tipo de apoio para suas atletas, desde o horário de treinamento flexível até mesmo empregos paralelos.
Neste ano, a maior artilheira das Sereias da Vila, Ketlen Wiggers, anunciou que está grávida do primeiro filho com seu esposo, Ricardo Eid, médico da área esportiva. A jogadora descobriu a gestação já com seis semanas e não está atuando pelo time da Baixada.
Ketlen não foi a primeira atleta a passar por isso recentemente, com a nova norma da Fifa. Em 2023, a atacante Sole Jaimes, que estava no Flamengo, anunciou sua gravidez acompanhada da goleira Kelly Chiavaro.
A argentina ficou afastada dos gramados e, atualmente, ambas estão atuando pelo 3B da Amazônia.
Fonte: Portal GE

