Decisão de Fátima causa reação imediata entre os deputados
A decisão da governadora Fátima Bezerra (PT) de concluir o mandato até dezembro de 2026, repercutiu no plenário da Assembleia Legislativa, a começar do deputado estadual Coronel Azevedo (PL): “Ela sabe que não tem chances de vitória se seguisse com esse projeto. Sabe também que perderia o controle sobre a nomeação de cargo da estrutura de todo governo do estado, porque sabe que não tem aqui votos para fazer o sucessor no mandato tampão e também sabe que não irá eleger o seu candidato do PT para governador”.
O deputado Coronel Azevedo também avaliou que ao desistir da disputa de uma vaga no Senado Federal, a governadora do Estado “Ela fez do ponto de vista pessoal uma escolha, mas o Rio Grande do Norte seguirá sofrendo até dezembro com o desastre da educação em todas as áreas, não só na educação, em todas as áreas da gestão estadual”.
Para o deputado estadual Luiz Eduardo (PL) , a continuidade de Fátima Bezerra no governo também “traz de certa forma um alívio”, porque não vai concorrer às eleições, ficará sem mandato e o Rio Grande do Norte “estará livre de política de decisões equivocadas”.
Luiz Eduardo citou, por exemplo, que o Estado enfrenta dificuldades em áreas essenciais, ocupando posições negativas em indicadores como alfabetização infantil e Ideb. “A educação foi a pior da história do estado”, declarou.
Segundo o deputado, o Estado ainda enfrenta problemas administrativos e financeiros, incluindo atrasos em repasses e pagamentos. “Hoje o RN deve mais de R$ 800 milhões em consignados”, disse. Ele ainda mencionou dificuldades enfrentadas por prestadores de serviço.
“Terceirizados da saúde estão com salários atrasados, o que é um escárnio”, criticou, apontando impactos diretos na população”, frisou.
O líder do governo, deputado estadual Francisco do PT, saiu em defesa da chefe do Executivo, classificando como “corajosa” a decisão de Fátima Bezerra permanecer no cargo e não renunciar ao mandato em 4 de abril para tentar mandato de senadora nas eleições de outubro, porque “nunca se apegou a cargos, sempre teve compromisso e responsabilidade com o povo do Rio Grande do Norte”.
Sem citar diretamente o nome do vice-governador Walter Alves (MDB), que rompeu com o governo e passou a apoiar à pré-candidatura à sucessão estadual do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), o líder governista afirmou que “ao contrário de outros que pensaram em projetos de natureza pessoal, a governadora pensou exatamente e levou em consideração a sua responsabilidade com o povo do Rio Grande do Norte”.
Para Francisco do PT, a governadora “podia ter renunciado e sido candidata ao Senado, mas preferiu o caminho de honrar o seu compromisso com o povo potiguar, a gente não precisa aqui está justificando para ninguém as atitudes da governadora, uma das maiores lideranças políticas da história do Rio Grande do Norte”.
Na opinião de Francisco, “tem muita inveja de muita gente que, por mais que se esforce, nunca vai conseguir saindo de uma trajetória de uma pessoa de família humilde ocupar os cargos que a governadora Fátima Bezerra vem ocupando até agora no Estado”.
Já a líder da Federação PT/PC do B/PV, deputada estadual Isolda Dantas (PT), disse que “o sinônimo da palavra coragem hoje no Rio Grande do Norte é a governadora Fátima Bezerra. Não pensem que vão tirar dessa mulher o que a conduziu durante toda a sua história, coragem”.
No entender de Isolda Dantas, “não adianta vozes que interpretam a política a partir de um único ponto dizer que a governadora correu, teve medo ou fugiu da disputa. Ela tem responsabilidade de continuar que esse projeto siga ao tempo que ele foi atribuído como reeleição até dezembro”.
Isolda Dantas também alfinetou, indiretamente, o vice-governador Walter Alves: “A governadora fez o que muitos não fazem, abdicaram, inclusive, do que foi atribuído à missão de conduzir o Rio Grande do Norte e não aceitou, fugiu da raia. Não é o caso da governadora”.
Fonte: Tribuna do Norte

